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sábado, 6 de janeiro de 2018

Manter ou renovar!
Federação Paulista de Futebol usa Copa São Paulo para dar ritmo aos veteranos em vez de revelar jovens árbitros 


A Federação Paulista de Futebol esta realizando, de 02 a 25 de janeiro, a 49ª Copa São Paulo de Futebol Júnior. A maior competição da categoria no país tem números impressionantes como os mais de três mil atletas inscritos oriundos de quase 800 cidades do país distribuídos nos 128 times divididos em 32 grupos. Ao todo, 25 estados brasileiros e o Distrito Federal, além de atletas estrangeiros estão representados na competição.

Segundo o censo da competição, ao todo, são 774 cidades brasileiras com pelo menos um atleta inscrito no torneio. Dos 3.079 garotos que disputam a copinha, nove são estrangeiros sendo dois chineses, dois uruguaios e dois portugueses, além de um haitiano, um hondurenho e um indonésio.

Os clubes usam o torneio principalmente para revelar atletas para suas equipes principais e para negociar jogadores fazendo entrar dividendos nos seus cofres.

Na arbitragem não deveria ser diferente, deveria ser exclusivamente para revelar jovens árbitros, mas não é! A entidade do estado mais rico da federação tem mais de 400 árbitros inscritos no seu departamento. Desses, pouco mais da metade estão trabalhando nas divisões de base aguardando oportunidades para mostrarem que tem condições de ascenderem na carreira e chegar aos grandes jogos. Muitos deles ficam só no sonho, o tempo passa, as oportunidades não aprecem, as escalas diminuem e os diamantes terminam abandonando a carreira sem serem lapidados perdendo tempo e o investimento.

A copinha seria a vitrine perfeita para a revelação de novos talentos para a renovação que se faz necessário, mas a Comissão de Arbitragem, capitaneada pelo ex-árbitro Dionisio Roberto Domingos, demonstra o mesmo erro e a habitual covardia do antecessor Cel. Marinho que ficou uma década no comando da arbitragem sem revelar sequer um árbitro a nível nacional. Marinho escalava só árbitros rodados nos jogos deste torneio com medo de escalar jovens e ter problemas nas partidas e assim perder poder, o emprego e a polpuda grana que recebia como chefe do apito paulista. O resultado foi o pior possível com o sucateamento da arbitragem paulista, hoje velha e sem uma base para a renovação com um minimo de qualidade.

Curiosamente o comandante foi demitido após escalar um desses medalhões de forma irregular numa edição anterior do torneio (Flávio Guerra estava suspenso pelo STJD).

Em 2016 Flávio Guerra atuou suspenso pelo STJD na partida São Paulo x Figueirense

Neste ano, a comissão atual, divulgou até aqui, as escalas de 192 jogos das três primeiras rodas do torneio. Nessas designações, principalmente nas partidas da terceira rodada, escalou os principais árbitros do seu quadro, muitos deles com rodagem internacional como os FIFAs Raphael Claus e Luiz Flavo de Oliveira, além de outros que apitam a principal divisão do Estado (A1) e as principais competições da CBF como Flavio Rodrigues de Souza, Vinicius Furlan, Thiago Duarte Peixoto, Vinicius Gonçalves Dias Araújo, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Salim Fende Chavez.

Mas a dependência dos antigões não para por ai, ainda utilizaram Thiago Luis Scarascati, Douglas Marques das Flores, Adriano de Assis Miranda, Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, Leandro Bizzio Marinho, Aurélio Sant Anna Martins, Jose Claudio Rocha Filho e Rafael Gomes Felix da Silva que já apitam jogos da primeira divisão do Paulistão.

O mesmo sistema também foi adotado com os assistentes, só que em menor proporção. Nas escalas aparecem nomes como Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva, Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Daniel Luis Marques com experiências em jogos da primeira divisão do estado e jogos da CBF.

O Blog procurou Dionisio Domingos que não retornou contato. Já José Henrique de Carvalho, presidente da CEAF paulista, disse por telefone que os árbitros foram escalados a pedido deles mesmos para pegarem ritmo de jogo tendo em vista que estão em inicio de temporada.


O Blog do Marçal respeita a informação, mas não concorda e  explico porque. O árbitro consagrado só tem a perder atuando nesta competição, pois se for bem não será mais que obrigação, mas se for mal estará sendo observado e questionado sua condição podendo até mesmo prejudicar a carreira. A explicação que é para dar ritmo aos árbitros não convence, pois os mesmos devido a pouca importância do jogo para eles levando em consideração com os grandes jogos que estão acostumados, não terão motivação suficiente para acompanhar as partidas de perto. A tendencia é plantarem como bananeiras no meio do campo e acompanhar as jogadas de longe o que certamente será prejudicial não só para a arbitragem assim como o jogo todo.

Rafael Felix Gomes da Silva apitou a final de 2017 e atua em jogos da CBF

Além disso, se sofrerem qualquer tipo de agressão ou cometerem grande erro, estarão na mídia nacional, podem sofrer punições desportiva além de virar motivos de chacotas não deixando de incluir os riscos das lesões.

Por fim, deixo uma pergunta no ar que só teremos respostas com o passar dos anos. O que é mais importante, dar ritmo a árbitros experientes e rodados ou revelar e dar experiência a novos valores?

Obs. A critica não é ao árbitro, eles não tem culpa de serem escalados, não é pessoal e nem ao cidadão, mas sim a covardia do dirigente que prefere manter seu emprego em vez de arriscar e fazendo algo diferente do que ali estava. Se fosse para continuar a mesma coisa, não teria necessidade de mudanças.

O todo poderoso Dionísio Domingos assumiu a arbitragem paulista botando pavor e reformando geral. Trocou colaboradores, extinguiu e criou novos cargos, implantou novas determinações, regulamentos, metodologia, mas no contexto geral continua tudo como antes com a arbitragem patinando como um carro de alta potencia atolado em bancos de areia.

Acompanhe abaixo as escalas dos medalhões.


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