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domingo, 30 de abril de 2017

Nada a ganhar, tudo a perder!

Nem bem terminou seu primeiro campeonato em Pernambuco e o árbitro Péricles Bassols conseguiu uma proeza, ser vetado por todos os clubes para as finais do estadual deste ano. E olha que dos cinco jogos que apitou  desde que se transferiu para a terra do frevo, nenhum foi do Sport, em compensação foram três do Santa e dois do Náutico (dois confrontos entre ambos).

Na noite do ultimo sábado (29), na Ilha do Retiro, em Recife, Sport e Santa Cruz jogaram a partida de ida pela semifinal da Copa do Nordeste com o Santa vencendo o jogo por 2 a 1. Com o resultado, os tricolores podem até perder por 1x0, no jogo da volta, para se garantirem na decisão do Regional contra Bahia ou Vitória que jogam a outra semifinal (jogo de ida: Vitória 2x1 Bahia). O Sport precisa vencer, no Arruda, com pelo menos três gols de diferença - ou marcar mais de três vezes e dois diferença. A repetição do placar em favor do Leão leva a decisão para os pênaltis.

O jogo, para 23.574 torcedores, foi tranquilo para a arbitragem do sergipano Claudio Francisco Lima e Silva que mostrou quatro cartões amarelos (Lucas Silva, David, Pereira, Jacsson/Santa Cruz e Matheus Ferraz e Reinaldo Lenis/Sport) e um vermelho (Reinaldo Lenis/Sport). Os assistentes foram Cleriston Clay Barreto Rios e Daniel Vidal Pimentel (ambos de Sergipe).

A partida da volta acontecerá na próxima quarta-feira, às 21h45, no estádio do Arruda. Para esta partida, mostrando força e que é alheia à pressão das equipes de Pernambuco, a Comissão de Arbitragem da CBF, comandada por um Coronel da tropa de choque, acostumado a muitos confrontos pela PM paulista (entre eles a do Carandiru em 1992 onde oficialmente morreram 111 presos), escalou o forasteiro Péricles Bassols Cortez para o confronto. Se tudo ocorrer dentro da normalidade para a arbitragem não haverá maiores discussões pós jogo, mas se cometer erros, o que é bem possível em se tratando de Bassols, com currículo cheio de lambanças ao longo da carreira, temo pelas reações, que certamente serão as piores possíveis, também levando em consideração o histórico de reclamações dos clubes daquele estado.

Ou seja, a escala é altamente de risco, desnecessária pelas dezenas de opções, inclusive do próprio estado como a sensação do momento, Deborah Cecilia, e mostra a arrogância e a postura de enfrentamento da CA-CBF que incoerentemente aceita pedido dos clubes ao indicar árbitros de outros estados para as finais do estadual enquanto coloca um local, ainda por cima vetado pelos clubes, para o confronto decisivo entre ambos. Era tudo que o clube que sair desclassificado do confronto poderia querer, pois assim terá onde jogar as responsabilidades. 


quarta-feira, 8 de março de 2017

Apito amigo leva Barcelona ao milagre na Champions

Por Júlio Gomes

E o Barcelona conseguiu o milagre. De forma inédita, um time reverteu o 0-4 da ida e se classificou em uma competição europeia. Foi épico, foi fantástico, foi inesquecível. E foi um roubo.

O juiz alemão Deniz Aytekin (foto) roubou do Paris Saint-Germain a chance de se classificar para as quartas de final da Liga dos Campeões. Simples assim.

Com 1 a 0 para o Barça,  não deu pênalti de Mascherano, que saltou para bloquear um cruzamento de braços abertos. Correu o risco ao dar o carrinho, expandiu sua área de bloqueio. Pênalti não dado que já teria mudado completamente a cara da eliminatória.

É verdade que o PSG contribuiu com erros individuais. Os zagueiros praticamente deram os dois gols ao Barça no primeiro tempo. Thiago Silva perdidaço no lance do primeiro, Marquinhos passivo no segundo – permitiu a Iniesta brigar na jogada, cruzar de calcanhar e forçar o gol contra de Kurzawa.

Taticamente, o PSG fez o jogo que podia. Marcou bem, fechou espaços, obrigou o Barça a chutar de fora da área e deu algumas espetadas no contra ataque. O primeiro tempo acabou 2 a 0 para o Barça, mas não era um placar condizente com o volume de jogo em campo.

Depois, com 2 a 0, o árbitro Aytekin inventou um pênalti absurdo cavado por Neymar no início do segundo tempo. O jogador do PSG se desequilibra, cai no chão e Neymar é quem busca o contato e cai – sua enésima queda na área.

O script era o dos sonhos de Luís Enrique, dos torcedores e jogadores: 3 a 0 logo no início do segundo tempo. Mas o gol de Cavani, aos 17min do segundo tempo, ''matou'' a eliminatória para o PSG.

Depois dos 4 a 0 de Paris, o PSG sabia que para avançar no Camp nou bastaria isso: um gol. No início, no meio ou no fim, não importa. Com 0 a 0 ou 3 a 0 contra. Um gol mataria o Barcelona. E foi o que aconteceu (só que não).


Dos 17min aos 43min do segundo tempo, o Barcelona nada fez. A torcida se calou, Luís Enrique tirou Iniesta de campo (já pensando no futuro na Liga espanhola). O PSG teve dois contra ataques que seriam a pá de cal. Cavani perde um gol cara a cara com Ter Stegen, Di María perde o outro – fiquei em dúvida se houve pênalti de Mascherano no lance, mas infelizmente a geração de imagens da Uefa não mostrou o replay desta jogada uma vez sequer.

Aos 43min, Neymar faz um golaço de falta. Uma cobrança magistral. 4 a 1. Ainda faltavam dois gols para a classificação.

E aí o árbitro, aquele mesmo que não tinha dado um pênalti para o PSG no primeiro tempo, inventou um segundo pênalti para o Barcelona. Marquinhos encosta em Luís Suárez, que desaba na área. Uma cavada de livro. Uma vergonha. Eram 46min do segundo tempo.

Neymar bateu o pênalti, 5 a 1. Aí virou aquele pega para capar, bola na área e, em uma delas, aos 50min, Sergi Roberto, vilão em Paris, virou o herói no Camp Nou. Fez o sexto gol.

Não acho que o PSG mereça ser tão criticado assim. Foi a Barcelona para conseguir a classificação. E estava conseguindo o objetivo até o derretimento dos minutos finais. É muito difícil jogar contra um Barça ligado na tomada e uma arbitragem tão nefasta.


O Barcelona mostrou raça, coragem e fé. Não desistiu até levar o gol. Com 3 a 1 no placar, todos já haviam desistido. Mas aí Neymar e o juiz resolveram dar outro destino à eliminatória.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

EXCLUSIVO: Semp Toshiba pagou 5 milhões por três temporadas à CBF por camisa dos árbitros

Em novembro do ano passado, revelei aqui neste espaço que a Penalty, fornecedora oficial por muitos anos dos uniformes dos árbitros nos campeonatos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), pagou a quantia de seis milhões de reais, mais reajustes anuais, a entidade por quatro anos de contrato (2012 a 2015). No post informamos também que nenhum árbitro ou sequer a entidade que os representa, nesse caso a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), participou das negociações, recebeu qualquer quantia ou sequer foram em algum momento informados dos valores arrecadados.

Hoje revelarei outro contrato, o da Semp Toshiba, que de forma irregular segundo determinação da FIFA, estará até o fim deste ano nas camisas dos árbitros em todas as competições organizadas pela CBF.

Somando os dois contratos (Penalty e Semp Toshiba) entraram 11 milhões de reais nos cofres da CBF de 2012 a 2017, sem contar as atualizações monetárias, o que da aproximadamente dois milhões de reais ano. 

Vários cursos, palestras e seminários foram realizados durante esses anos, mas e a arbitragem, melhorou?  

O contrato

Segundo o contrato, fornecido por uma fonte, foi assinado em 02 de março de 2015 pelo presidente e vice da Confederação Brasileira de Futebol e pelo presidente da Semp Toshiba Amazonas S.A; a CBF repassa a ST os direitos de explorar comercialmente as camisas dos árbitros RENAF em todas as divisões do futebol nacional nos anos de 2015, 2016 e 2017.



Em contrapartida aos direitos cedidos, a Semp Toshiba pagou à CBF a quantia de cinco milhões de reais divididos em três parcelas sendo a primeira no valor de hum milhão e setecentos mil reais (1.700.000,00) na assinatura do contrato, uma em janeiro de 2016 no valor de 1.650 mil e a ultima no mesmo valor em janeiro deste ano. Os valores pagos em 2016 e 2017 foram corrigidos pelo IGPM-FGV (Índice Geral de Preços do Mercado – Fundação Getúlio Vargas).

Curiosidades

> O contrato inclui clausula de confiabilidade e preferencia de renovação para a ST.

CBF diz na clausula 7.1 ter pleno direito de ceder os direitos contidos no contrato como se fosse a representante legal dos árbitros.

> Curiosamente a Luca Teixeira da Silva Salvia Participações ME, única intermediaria da negociação, com mil reais de capital é a única intermediaria de um contrato de mais de cinco milhões de reais. Clique aqui aqui e veja o comprovante da ME na Receita Federal.



O que eles disseram

A CBF não fala oficialmente sobre o assunto, mas um dirigente da entidade, em off, disse que a entidade investe milhões no fomento do futebol e que esse investimento engloba a arbitragem.

Já os maiores interessados, os árbitros e seus representantes, nem tem o que falar e muito menos reclamar, pois além de sequer saberem o valor dos contratos firmados em nome da categoria, em sua quase totalidade são prestadores de serviços a CBF em diversas funções de forma subserviente se calando temendo represálias.

Veja abaixo o contato na íntegra.








sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Quadro FIFA 2017: que Deus nos ajude!

Divulgação da misteriosa lista FIFA trás uma chuva de críticas pela comunidade do apito e a pergunta que fica é: para onde vamos e o que estamos fazendo com a nossa arbitragem?


Nos primeiros minutos de janeiro, o site da FIFA divulgou o quadro de árbitros internacionais para 2017. Felizmente para uns e infelizmente para outros, os boatos e especulações que surgiram antes da lista se confirmaram. Logo os whatsapps do Brasil começaram a debater as promoções sendo que as indagações foram em cima de quem e por quê? Muitas das criticas foram coerentes, outras eivadas de sentimentalidade e frustração, mas a lista cabe reflexão e o Blog do Marçal faz isso abaixo pra você.

Quem saiu:

Heber Roberto Lopes (SC): A saída do árbitro mais experiente do Brasil se faria justa pela parte física. O mesmo reprovou no novo teste, em outros tantos anteriormente e vem dentro do campo apresentando um desempenho físico abaixo do aceitável. Entretanto por sua técnica apurada com o apito na boca, pela experiência e nome que impõe respeito deveria ser mantido por falta de reposição.

Outros países mantêm seus principais árbitros de qualidade com escudo FIFA (matéria em breve), muitos depois dos 45 anos, mas o Brasil por algum motivo retira o careca de Londrina do quadro internacional. Heber foi um dos últimos dos moicanos dos talentos do apito e certamente fará falta a Conmebol, um quadro de qualidade se faz necessário com Libertadores e competições simultâneas o ano todo.

Leandro Pedro Vuaden (RS): Árbitro que fez fama por marcar poucas faltas no inicio de carreira, mas sempre teve problemas físicos e volta e meia perdia testes. No ultimo ano literalmente desfilou (andou) pelo meio do campo nas partidas, corridas ou trote era algo raro.

O gaúcho de Estrela teve um desempenho regular e contou com a proteção da comissão de árbitros da CBF que o tem como árbitro para qualquer jogo. Perdeu a indicação para a Copa do Mundo por rodar nos testes de Assunção, mas tem muita experiência, respeito dos jogadores e assim como Heber também poderia ser mantido no quadro internacional. Para ser FIFA não basta ser bom, tem que a cada jogo mostrar que é bom e mostrar comprometimento, justamente o que o gaúcho não faz há tempos. Vuaden derrapou nas próprias estradas de sua carreira.

Péricles Bassols Pegado Cortez: Pelo inicio da carreira o menino do Rio não deveria nem ter entrado na FIFA e ao ser retirado em 2011 não deveria ter voltado. Pela irregularidade não deveria ter se mantido, mas em compensação, pela ultima partida, não deveria ter saído.

Muito irregular, aprendeu a apitar na FIFA e em todos esses anos sempre foi dono de excelente preparo físico, porém sempre esteve tecnicamente muito abaixo da exigência de um árbitro internacional. Esse ano andou tendo boas atuações, mas muito em função da experiência que teve todos esses anos.

Sempre bem articulado e inteligente, Péricles viveu da amizade com Sérgio Corrêa e outras pessoas importantes da arbitragem não só para chegar aonde chegou, mas também para se manter. Faz parte da turma dos metrossexuais, uma tendência que a CBF gosta muito por ser vistoso e com diploma, como se isso fosse pré-requisitos suficiente para apitar futebol. O fato de sair do Rio de Janeiro foi determinante para sua saída do quadro internacional, em ultimo momento, se movimentou para ficar, mas já era tarde, a ordem já tinha sido dada.

A sensação que fica é que foi retirado no seu melhor momento.

Eduardo Gonçalves da Cruz (MS): Quando entrou foi surpresa causando grande estranheza na categoria. Muitos dizem que foi por falar fluentemente a língua do Tio Sam, o que lhe rendeu convite para participar de curso na UEFA. Teve um nível muito abaixo do normal com escudo FIFA, especialmente no ultimo ano e sofreu do mesmo mal que Cleriston Clay e Fábio Pereira que também saíram e forma precoce do quadro. Só a política não foi suficiente, dentro do campo foi muito mal demonstrando em alguns momentos dificuldades de entender o jogo e suas nuances. A CBF o indicou para intercambio na UEFA achando que iria evoluir, porém, isso não aconteceu.

Para carimbar a perda do escudo de vez, finalizou o ano em cena patética em Varginha-MG no momento da agressão de seu conterrâneo Marcos Mateus, quicando de um lado para outro para fugir do atleta do Guarani, mostrando medo sendo motivo de chacota em programas esportivos.

Quem entra:

Wagner Reway (MT): Entra depois de cinco anos como aspirante. Sempre com ótimo preparo físico, mas tecnicamente muito abaixo do normal tendo feito diversas lambanças na carreira, algumas delas marcantes como os pênaltis contra o Coritiba na Copa do Brasil, fato que levou a torcida do coxa branca por uma banner com sua foto vestido com a camisa do Flamengo.

No ultimo ano protagonizou fato inusitado na partida Botafogo x Atlético MG, após atuação desastrosa com direito a gol de mão do time da estrela solitária. Foi acusado pela diretoria do Galo de estar contratado pela FERJ, fato que iria acontecer e só não aconteceu devido ao veto de Jorge Rabello, chefe do apito carioca. Com o parafuso disciplinar sem encaixe no brasileirão, fica a curiosidade de saber como o filho de Lucas do Rio Verde vai sobreviver na Copa Libertadores caso seja escalado. Mas tem uma qualidade rara e dificílima de encontrar no apito hoje em dia, não é arbitro caseiro e isso consequentemente trás muitos problemas para administrar.

Rodolpho Toski Marques (PR): Essa promoção é umas das mais polêmicas de todos os tempos com boatos de todos os lados, dito na boca miúda que seria apadrinhado do Deputado Federal Evandro Rogério Roman do Paraná. A juventude conta a favor, mas terá que evoluir muito se quiser ir a Copa de 2026 como a CBF sinalizou ao indica-lo.

Toski tem um currículo muito pobre para ostentar o escudo FIFA no peito com apenas 20 partidas de séries A e 63 jogos no total na CBF. Este ano patinou em campo pela irregularidade e falta de experiência e é do time dos metrossexuais esbanjando na brilhantina.

Seu desempenho na partida Corinthians x Fluminense foi algo assustador que vai ficar na história. Curiosamente fechou o ano protagonizando nova lambança em partida do Corinthians, desta vez contra o Internacional, beneficiando o time paulista novamente marcando um pênalti espírita no atacante Romero.

Se confirmada o lobby Federal, sua indicação escancara de vez a política dentro da CBF, pois algumas pessoas achavam que isso mudaria com Marcos Cabral Marinho, mas quebraram a cara, e Toski será FIFA em 2017. É verde, entrou de forma precipitada no quadro, mas tem qualidades e vamos aguardar seu desempenho.

Wagner Nascimento Magalhães: Evoluiu muito, tem muita experiência sendo um ‘tocador’ de jogos. Trabalhou em alto nível em 2016, mas sua entrada só se deu depois da saia justa que a CBF se meteria promovendo Bruno Arleu, cria de Rabello e adepto da leitura de jogo carioca.

Demorou, mas Nascimento subiu sem ajuda ou precisou pisar em alguém e apesar da boa relação com a comissão do RJ, passa incólume pela opressão da ‘leitura de jogo’ do Estado Carioca.

Muito simpático e humilde, Magalhaes foi o único promovido que apesar de não ser nenhuma Brastemp, foi aceito quase que por unanimidade pela categoria.

Danilo Ricardo Simon Manis: foi o assistente que mais trabalhou em jogos do Campeonato Brasileiro da Série A em 2016. O Paulista esteve na Suíça realizando curso na UEFA. Logo depois voltou a realidade sendo agredido na Série A-3 do Campeonato Paulista na partida entre Nacional da Capital e Taubaté-SP. O lateral Caio agrediu Danilo com um chute após a anulação de pênalti a favor do time da casa em decorrência de informações do assistente. 

Sua promoção foi surpresa, os cotados era o também paulista Rogério Pablos Zanardo e o pernambucano Clóvis Amaral. Fez parte como reserva do melhor trio do Brasileirão-2016 onde foi um dos mais escalados atuando em 19 partidas.

Conclusão

Fora a política que a CBF pratica com as indicações para o quadro da FIFA, entendo que a entidade esta equivocada em alguns pontos. As poucas informação dos critérios que teriam sido usados para as promoções, como idade para a Copa de 2026 entre outras não convence. O único critério que deveria ser levado em consideração seria os testes físicos e teóricos, o restante seria apitar futebol com qualidade, critérios claros e ranking competitivo sem limitação de idade ou qualquer tipo, até por que não há mais limite de idade (matéria em finalização).

Uma coisa é certa, vou observar as atuações dos indicados e se forem bem, vou bater palmas, mas se não estiverem a altura vou criticar, pois essa é a função do Blog do Marçal.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016



O que eles disseram!



Na Coluna do Fiori do dia 26 de novembro, no post “Papo/entrevista com Arthur Alves Junior”, publicada no Blog do Paulinho, o Presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Safesp), Arthur Alves Junior, fez comentários explicando a relação de trabalho ou prestação de serviços, como ele disse, firmado em contrato de prestação de serviços entre Marcelo Marçal e o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Safesp). Como fui citado, gostaria de usar este espaço para prestar alguns e merecidos esclarecimentos trazendo à luz do dia a verdade dos fatos. Claro que não sou o dono da verdade, mas posso provar, inclusive com áudios de tudo que aqui relatar.

Meias verdades

O que disse o colunista
O Colunista autor do post, Euclydes Zamperatti Fiori, talvez por desconhecimento das necessidades e opções de escolhas de um site para publicar matérias, disse que não publiquei matéria com áudio captado para uma entrevista que fiz com ele por conta de ter havido uma reaproximação entre mim e o presidente do Safesp. O que não é verdade.

Na ocasião da entrevista eu ainda nem sonhava em voltar a trabalhar com Arthur. A matéria não foi publicada pelo simples motivo que o conteúdo coletado não traria nenhum fato novo, algo de concreto que pudesse chamar a atenção dos leitores e por haver outros assuntos que poderiam dar mais repercussão na época. Tempos depois e após ser informado que havia esse pensamento, procurei o áudio para publicar e assim tirar as duvidas, mas lamentavelmente foi deletado e uma copia do conteúdo gravado nos estúdios do Blog do Paulinho foi enviada a mim, mais infelizmente nunca chegou à minha caixa postal.

O que disse Arthur
Por sua vez, Arthur diz no áudio que me demitiu no dia da sua posse, o que em parte é verdade e explico a seguir: Na noite da posse realizada no salão de eventos da Federação Paulista de Futebol (FPF), já no final da festa que foi dada na sede do sindicato e já alterado pela grande quantidade de álcool ingerido, o presidente recém-empossado se aproximou de mim dizendo que tinha algo para me falar e antes de qualquer coisa eu disse a ele que sabia do que se tratava, pois já tinha sido alertado por outros que, apesar de pessoalmente me dizer o contrario, ele não iria continuar com meus trabalhos. Disse a ele que entendia a situação e deixei-o a vontade para dispensar meus serviços se assim fosse sua vontade. Desejei boa sorte na sua gestão que estava iniciando naquele dia, pedi que ele nunca traísse a confiança depositada nas urnas pelos associados, mas que esperava ser indenizado pelos longos anos de dedicação e serviços por mim prestados a entidade que agora ele presidia.

Arthur me disse que poderia ficar sossegado, que a entidade e ele saberiam recompensar minha dedicação, fato que nunca ocorreu, pois nunca recebi um centavo sequer do que me era devido de indenização na época. Inclusive cheguei a acionar a entidade na justiça, mas fui convencido pelo ex-presidente a retirar a ação, fato que me arrependo até hoje devido à forma como ele administrou a entidade desde então e pelo desinteresse que os associados têm com o patrimônio que é deles e que vem sendo delapidado dia após dia sem que alguém faça algo para impedir.

Para que entendam, comecei meu trabalho no Safesp em 2004 quando a pedido do então presidente Sérgio Corrêa desenvolvi e implantei na internet o site da entidade gerando economia de quatro mil reais bimestral à época, valor que era gasto com a impressão do jornalzinho do apito que era confeccionado mensalmente e enviado aos associados.

Contrato
Permaneci afastado do sindicato até 2014, quando na ocasião da Copa do Mundo, recebi diversos telefonemas do presidente - tenho testemunhas se preciso - me convidando para voltar a trabalhar com ele, dizia ele que precisava de mim e que minha volta contribuiria para o engrandecimento da entidade. Recusei o convite varias vezes argumentando que tinha uma linha diferente, de criticas e que não concordava com muitas coisas que ele realizava no sindicato. Também argumentei que tinha publicado varias matérias criticando sua gestão e que por esses motivos minha contratação pelo sindicato traria perda de credibilidade pra mim e que não mudaria a linha critica e isenta em hipótese alguma. Para meu espanto o mesmo disse não se importar com as matérias, com as criticas e que se eu aceitasse o convite teria toda liberdade e isenção para escrever o que quisesse desde que não fosse no site do sindicato. Fato que realmente aconteceu, pois no período de pouco mais de um ano que lá permanecei, nunca sofri qualquer tipo de pedido ou censura pelo que publicava no Apitonacional e Blog do Marçal.

Obs. O acordo foi firmado em contrato de prestação de serviços assinado por mim (Marcelo Marçal), pelo presidente do Safesp (Arthur Alves Junior), pelo vice-presidente (Leonardo Schiavi Pedalini) e pelo diretor tesoureiro (Carlos Donizeti Pianosqui). Contrato esse que apesar das três copias, nunca foi me dado uma com a desculpa que teria que ser registrado antes.

Denuncias
Permaneci trabalhando no sindicato até dezembro de 2015 quando publiquei as denuncias relatando assedio sexual e moral no Blog do Marçal que acabaram resultando na demissão do dirigente do cargo de membro da comissão de arbitragem que exercia na Federação Paulista de Futebol (FPF). Uma semana antes das denuncias serem publicadas, fui à sede do sindicato onde em reunião expus tudo que estava ocorrendo ao Arthur. Falei das informações que corria nos bastidores, que eram acusações muito graves e apresentei os áudios que tinha recebido (de uma árbitra, de um assessor e da ex-secretária). Disse que isso traria um escândalo com consequências graves e inimagináveis para ele. Disse também que entendia que ele deveria renunciar ao cargo de presidente do Safesp para preservar a categoria, a entidade, seus familiares e assim poder se concentrar na sua defesa. Se é que existisse como!

Ele respirou, pensou e no auge da sua arrogância disse que não tinha feito nada, que não renunciaria e que podia fazer a matéria que não ia dar em nada. O resto todo mundo sabe no que deu.



No dia 4 de dezembro, três dias depois da matéria que denunciou o assedio, recebi pelos correios carta notificando meu desligamento do Safesp (acima). Um dia após a denuncia a FPF demitiu Arthur do seu quadro de funcionários.

Porque aceitei
Sempre me perguntam por que aceitei trabalhar no Safesp, porque fiz as denuncias e tem uns que me rotulam como traidor. Para essas pessoas respondo em três partes que são:

Aceitei pela proposta financeira que na época era o triplo do valor pago a mim por outras entidades e eu como pai de família precisava e preciso pagar minhas contas. Nenhum dos que me criticam em qualquer ocasião deu um centavo sequer para ajudar a manter o trabalho que desenvolvia e desenvolvo a duras penas até o dia de hoje.

Todas as condições que pedi para aceitar o trabalho foram colocadas no contrato de prestação de serviços. Entre elas liberdade e isenção para desenvolver meu trabalho no Apitonacional e Blog do Marçal pelo qual não poderia ser responsabilizado e liberdade para trabalhar em outros sites. Também levei em consideração o enriquecimento do meu currículo que seria proporcionado com o meu trabalho na maior entidade sindical de árbitros do país, pelo menos no nome, e pela aproximação com as lideranças da categoria que me deu conhecimento, farta informações transformando meus veículos de comunicação em lideres de audiência e de credibilidade.

Como mencionei acima, quando da ocasião das matérias denunciando assedio sexual e moral, Arthur foi o primeiro a saber do conteúdo das denuncias contra ele quando apresentei todo material coletado dando o amplo direito de resposta. Lamentavelmente ele não quis se defender. Mesmo assim, com a matéria já pronta, liguei para ele, tenho áudio, dizendo que ia publicar e se ele quisesse falar algo sobre o assunto, o momento seria aquele e mais uma vez ele não quis se pronunciar.

Sergio Corrêa
No áudio, Arthur diz que me contratou a pedido de Sérgio Corrêa. Desconheço essa informação e fato nunca dito a mim nas diversas ocasiões que estive junto com o ex-presidente da comissão nacional de arbitragem. Lembro que pouco antes da posse em abril de 2011, Arthur me informou que a pedido do Sérgio eu continuaria trabalhando no sindicato e afirmou ‘que não mexeria com ninguém que trabalhava com o ex-presidente’. Logo depois demitiu a todos!

Honraria
Quando afastado do sindicato e após varias matérias denuncias contra o dirigente, durante uma assembleia com associados, foi votada e aprovada uma monção me tornando ‘persona non grata’ da arbitragem. Em contrapartida, tempos depois, mais precisamente no dia 30 de maio de 2012, fui condecorado com a maior honraria da casa, com a medalha 9 de abril, entregue pessoalmente por Arthur Alves Junior por relevantes serviços prestados a arbitragem (foto abaixo).



Justiça
Arthur já mencionou diversas vezes que esta acionando seus denunciantes na justiça por conta da matéria de assedio sexual e moral. Com exceção de ter sido intimado para comparecer na 23ª delegacia de Perdizes para prestar esclarecimentos, afirmo que até o presente momento não fui notificado de nenhum processo por parte do presidente ou da entidade Safesp, mas que caso isso ocorra, será um enorme prazer, pois poderei disponibilizar para a justiça todo conteúdo coletado na ocasião.


Frase: “Ontem eu acreditava em todas as mentiras, hoje eu duvido de todas as verdades” (M. L. Cavalcante).

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Penalty pagou seis milhões à CBF pela camisa da arbitragem



No dia sete de novembro, o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) realizou audiência publica na sua sede no bairro do Castelo na cidade maravilhosa para tratar de assuntos da arbitragem, entre eles um mito, ou seja, o assunto mais secreto em relação à arbitragem, os inacessíveis patrocínios nas camisas dos árbitros que como os números mostrarão a seguir, rendeu uma fortuna a entidade, algo em torno de 15 milhões de reais desde 2012.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), Federações e sindicatos de árbitros de todo Brasil assim como jornalistas foram convidados para debaterem os assuntos da pauta. Infelizmente a CBF, que esta sendo investigada pelo MPT, ignorou o convite e não compareceu. Já pelo lado dos árbitros, os maiores interessados, poucos gatos pingados compareceram e muitos deles entraram mudos e saíram calados.

No assunto patrocínio, o Blog do Marçal teve acesso, junto a uma fonte próxima à CBF, dos principais contratos de patrocínios firmados desde 2012 (Penalty, Semp Toshiba e Topper). O conteúdo dos contratos e os valores que aqui doravante serão destrinchados nunca foram revelados, nem sequer mesmo aos dirigentes da associação que representa os árbitros.

Pelo descrito nos contratos, a CBF, que é simplesmente tomadora de serviços de arbitragem esportiva, nada mais que isso, pois não tem um quadro próprio, nunca formou um árbitro sequer e utiliza os formados pelas federações estaduais nas suas competições, se apresentou diante das empresas como a detentora dos direitos de imagem, de voz e de propriedade dos uniformes dos árbitros, firmando contratos de patrocínios com as empresas a revelia dos árbitros e das entidades sindicais que os representam.

Como é de conhecimento de todos, inclusive do poder público e judiciário, a tomadora de serviços terceirizados não tem legitimidade para realizar os contratos de patrocínio em nome do trabalhador autônomo e muito menos de toda a categoria em total detrimento do coletivo e para benefício próprio.

Para piorar ainda mais, a CBF se dá ao luxo de terceirizar a venda do espaço nas mangas dos uniformes dos trabalhadores passando para a Cambucy S/A, conforme paragrafo único da clausula NONA do contrato firmado, ficando para esta a faculdade de comercializar esses espaços, na qual não perdeu tempo e fechou contrato com as empresas SKY, Centauro, Embratel entre outras.

Consultado, um especialista em direitos trabalhista disse que caberia a ANAF ou a CNTEEC realizar os contratos de patrocínios e ainda assim levar para assembleia de associados para que todos tivessem a oportunidade de participar votando, uma vez que se trata, principalmente de direito coletivo, para piorar de trabalhadores autônomos, ou seja, o dono do próprio negócio, sendo esta a prestação de serviços de arbitragem esportiva.

Por ter firmado os contratos de patrocínios a revelia dos árbitros e de seus representantes, a CBF pode até ser denunciada com base no descrito no artigo 171 do Código Penal Brasileiro tanto pelo MP quanto pelo STJD assim como por uma entidade sindical.

O que diz o art. 171 do CPB
Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de um a cinco anos e multa.
§ 2º - Nas mesmas penas incorre quem:
I - vende, permuta, dá em pagamento, em locação ou em garantia coisa alheia como própria.


Consultado, Marçal Mendes, presidente do SINTRACE-RJ (Sindicato dos Trabalhadores da Arbitragem Esportiva do Estado do Rio de Janeiro) informou que atuara para que tudo seja apurado com total rigor e que através do MPT-RJ lutara para que a categoria seja reparada inclusive com reembolso desses valores e benefícios corrigidos pelo índice da inflação, pois segundo a entidade, o dano moral na sua integralidade é irreversível.

Obs. Marçal Mendes é o autor da denuncia pela qual o Ministério Publico do Trabalho do RJ instaurou inquérito (IC001870.2014.01.000/1) para investigar possíveis irregularidades da CBF com a arbitragem.

O contrato

Nesta primeira reportagem vou abordar alguns pontos e divulgar o contrato firmado no dia 02 de dezembro de 2011 entre a CBF, representada pelo então Secretario Geral Marco Antônio Teixeira e a Cambucy S/A representada pelo seu presidente Roberto Estefano.

Na clausula terceira – Compromisso de uso – diz que as publicidades seguirão a circular 788 da FIFA emitida em dezembro de 2001 que diz:

A publicidade poderá ser apenas nas mangas da camisa e sua superfície total não poderá exceder 200 cm2. O contrato deverá ser entre o patrocinador e a Associação Nacional ou Confederação, ficando a ressalva que os valores arrecadados deverão ser destinados ao desenvolvimento da arbitragem e em benefício dos árbitros e assistentes das competições em questão.

Abaixo, como podemos ver, a circular 788 é completamente ignorada com a publicidade tomando conta praticamente de todo espaço nas costas das camisas dos árbitros.


 Na clausula quinta, paragrafo segundo, é descrito prazo e valores do contrato, a bagatela de pouco mais de seis milhões pelos quatro anos do contrato.

O paragrafo terceiro da mesma clausula diz que a contratante, a Cambucy S/A, destinara 115,9 mil anuais, ou R$ 9.660,00 reais mensais a ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) para funcionamento administrativo da entidade.

No paragrafo único da clausula nona a CBF cede a Cambucy S/A o direito de sublocar o espaço nas mangas das camisas dos árbitros, o que foi feito em publicidades das empresas Centauro, Embratel (Faz 21) e SKY. Segundo informações extraoficiais, o espaço teria sido sublocado ao um valor médio de dois milhões de reais ano.

Veja abaixo o contrato na integra.





No próximo post será abordado o contrato com a Semp Toshiba.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Omissão da arbitragem

Por: Fernando Calazans

Reclamações dos jogadores durante as partidas e os cercos para intimidar os árbitros estão voltando ao nosso futebol


Aos poucos, assim como quem não quer nada, as reclamações seguidas dos jogadores durante as partidas e os cercos para intimidar os árbitros estão voltando ao nosso futebol. É uma pena, porque a decisão de coibir essa irregularidade, que interrompe e mancha os jogos a cada momento, foi uma das raras, raríssimas, medidas benéficas tomadas pela CBF e sua comissão de arbitragem.

O mau costume já tinha se alastrado pelos nossos campos, até como uma atitude covarde de quatro, cinco jogadores de cada vez, cercando, pressionando e ameaçando os juízes, paralisando o jogo e diminuindo o tempo de bola rolando. Enfim, desvirtuando o espetáculo do futebol. Com a instrução da comissão de arbitragem para que os juízes aplicassem cartões amarelos nos jogadores que procedessem assim, o mau hábito desses jogadores chegou a diminuir bastante, em benefício do desenvolvimento natural das partidas, com menos interrupções e mais tempo de bola em jogo. Mesmo contando com a oposição daqueles que acham que jogadores de futebol podem fazer o que bem entenderem sem sofrer punição.

O problema é que, como quase todas as medidas benéficas tomadas pelas nossas entidades esportivas, até essa foi se desmanchando. Árbitros foram perdendo o rigor na obediência à nova recomendação, e os jogadores já estão reclamando de tudo, de qualquer marcação, certa ou errada, da arbitragem. Chega a ser constrangedor, por exemplo, ver um jogador cometer a falta mais nítida, mais violenta, mais desleal e, em seguida à marcação do juiz, sair reclamando, gesticulando e esbravejando, como se tivesse sido vítima da mais grave injustiça. Ou os árbitros voltam a mostrar rigor no combate às reclamações dos jogadores ou teremos mais um fator de empobrecimento da qualidade dos jogos.

Não é só isso. No aspecto geral, nossa arbitragem já está ruim há muito tempo e continua piorando a cada ano. É impressionante como chegou a este ponto de absoluta falta de critério. A impressão que se tem é que cada um, cada juiz, tem um critério particular, diferente uns dos ouros, ou mesmo que não tem critério algum, adotando julgamentos diferentes no mesmo jogo. Pode marcar uma falta aqui, pode ignorar a mesma falta ali, assim como em momentos diferentes das partidas. A impressão que se tem é que o árbitro marca ou deixa de marcar conforme sua conveniência ou conforme a conveniência do jogo, dependendo da situação.



O maior exemplo de todos, como estamos cansados de saber e de perceber, é a marcação, ou não, de faltas e de pênaltis com bola na mão ou mão na bola. Não há observador que consiga compreender a regra adotada por alguns juízes e não adotada por outros. Trata-se de uma adivinhação.

Outra adivinhação é o comportamento pessoal dos árbitros. Na última rodada do Brasileiro, Héber Roberto Lopes deu um empurrão em Dudu, do Palmeiras, que, sabemos também, é um jogador descontrolado. Mas por que não uma advertência dentro da regra? Ou será que empurrões agora são permitidos no jogo de futebol? Héber Roberto Lopes, que já foi juiz competente, de uns tempos para cá virou uma figura surpreendente, que durante os jogo fala, conversa, bate papo, discute, briga e até empurra os outros.

Numa rodada anterior, o lateral Fágner, do Corinthians, deu uma entrada desclassificante em Éderson, do Flamengo, que chamou a atenção de todos — menos de Héber Roberto Lopes, que nem falta marcou. Em julgamento por causa dessa omissão, o árbitro foi absolvido pela Justiça desportiva. Como “prêmio” pelo seu gesto incivilizado, Fágner foi convocado por Tite para a seleção brasileira. Éderson está até hoje em tratamento da contusão e sem previsão de volta ao futebol.

A omissão no combate à violência dentro de campo é a falha mais grave da arbitragem brasileira, sem que a CBF tome qualquer providência. Os árbitros devem ser exatamente os responsáveis pela lisura do jogo e pelo dever de proteger aqueles que entram em campo para jogar futebol de outros que entram para matar o jogo, as jogadas e os adversários. A indiferença é, há tempos, a característica da arbitragem brasileira em relação ao jogo sujo. E é a característica da CBF também.

Fonte: O Globo