Pesquisar este blog

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Quadro FIFA 2017: que Deus nos ajude!

Divulgação da misteriosa lista FIFA trás uma chuva de críticas pela comunidade do apito e a pergunta que fica é: para onde vamos e o que estamos fazendo com a nossa arbitragem?


Nos primeiros minutos de janeiro, o site da FIFA divulgou o quadro de árbitros internacionais para 2017. Felizmente para uns e infelizmente para outros, os boatos e especulações que surgiram antes da lista se confirmaram. Logo os whatsapps do Brasil começaram a debater as promoções sendo que as indagações foram em cima de quem e por quê? Muitas das criticas foram coerentes, outras eivadas de sentimentalidade e frustração, mas a lista cabe reflexão e o Blog do Marçal faz isso abaixo pra você.

Quem saiu:

Heber Roberto Lopes (SC): A saída do árbitro mais experiente do Brasil se faria justa pela parte física. O mesmo reprovou no novo teste, em outros tantos anteriormente e vem dentro do campo apresentando um desempenho físico abaixo do aceitável. Entretanto por sua técnica apurada com o apito na boca, pela experiência e nome que impõe respeito deveria ser mantido por falta de reposição.

Outros países mantêm seus principais árbitros de qualidade com escudo FIFA (matéria em breve), muitos depois dos 45 anos, mas o Brasil por algum motivo retira o careca de Londrina do quadro internacional. Heber foi um dos últimos dos moicanos dos talentos do apito e certamente fará falta a Conmebol, um quadro de qualidade se faz necessário com Libertadores e competições simultâneas o ano todo.

Leandro Pedro Vuaden (RS): Árbitro que fez fama por marcar poucas faltas no inicio de carreira, mas sempre teve problemas físicos e volta e meia perdia testes. No ultimo ano literalmente desfilou (andou) pelo meio do campo nas partidas, corridas ou trote era algo raro.

O gaúcho de Estrela teve um desempenho regular e contou com a proteção da comissão de árbitros da CBF que o tem como árbitro para qualquer jogo. Perdeu a indicação para a Copa do Mundo por rodar nos testes de Assunção, mas tem muita experiência, respeito dos jogadores e assim como Heber também poderia ser mantido no quadro internacional. Para ser FIFA não basta ser bom, tem que a cada jogo mostrar que é bom e mostrar comprometimento, justamente o que o gaúcho não faz há tempos. Vuaden derrapou nas próprias estradas de sua carreira.

Péricles Bassols Pegado Cortez: Pelo inicio da carreira o menino do Rio não deveria nem ter entrado na FIFA e ao ser retirado em 2011 não deveria ter voltado. Pela irregularidade não deveria ter se mantido, mas em compensação, pela ultima partida, não deveria ter saído.

Muito irregular, aprendeu a apitar na FIFA e em todos esses anos sempre foi dono de excelente preparo físico, porém sempre esteve tecnicamente muito abaixo da exigência de um árbitro internacional. Esse ano andou tendo boas atuações, mas muito em função da experiência que teve todos esses anos.

Sempre bem articulado e inteligente, Péricles viveu da amizade com Sérgio Corrêa e outras pessoas importantes da arbitragem não só para chegar aonde chegou, mas também para se manter. Faz parte da turma dos metrossexuais, uma tendência que a CBF gosta muito por ser vistoso e com diploma, como se isso fosse pré-requisitos suficiente para apitar futebol. O fato de sair do Rio de Janeiro foi determinante para sua saída do quadro internacional, em ultimo momento, se movimentou para ficar, mas já era tarde, a ordem já tinha sido dada.

A sensação que fica é que foi retirado no seu melhor momento.

Eduardo Gonçalves da Cruz (MS): Quando entrou foi surpresa causando grande estranheza na categoria. Muitos dizem que foi por falar fluentemente a língua do Tio Sam, o que lhe rendeu convite para participar de curso na UEFA. Teve um nível muito abaixo do normal com escudo FIFA, especialmente no ultimo ano e sofreu do mesmo mal que Cleriston Clay e Fábio Pereira que também saíram e forma precoce do quadro. Só a política não foi suficiente, dentro do campo foi muito mal demonstrando em alguns momentos dificuldades de entender o jogo e suas nuances. A CBF o indicou para intercambio na UEFA achando que iria evoluir, porém, isso não aconteceu.

Para carimbar a perda do escudo de vez, finalizou o ano em cena patética em Varginha-MG no momento da agressão de seu conterrâneo Marcos Mateus, quicando de um lado para outro para fugir do atleta do Guarani, mostrando medo sendo motivo de chacota em programas esportivos.

Quem entra:

Wagner Reway (MT): Entra depois de cinco anos como aspirante. Sempre com ótimo preparo físico, mas tecnicamente muito abaixo do normal tendo feito diversas lambanças na carreira, algumas delas marcantes como os pênaltis contra o Coritiba na Copa do Brasil, fato que levou a torcida do coxa branca por uma banner com sua foto vestido com a camisa do Flamengo.

No ultimo ano protagonizou fato inusitado na partida Botafogo x Atlético MG, após atuação desastrosa com direito a gol de mão do time da estrela solitária. Foi acusado pela diretoria do Galo de estar contratado pela FERJ, fato que iria acontecer e só não aconteceu devido ao veto de Jorge Rabello, chefe do apito carioca. Com o parafuso disciplinar sem encaixe no brasileirão, fica a curiosidade de saber como o filho de Lucas do Rio Verde vai sobreviver na Copa Libertadores caso seja escalado. Mas tem uma qualidade rara e dificílima de encontrar no apito hoje em dia, não é arbitro caseiro e isso consequentemente trás muitos problemas para administrar.

Rodolpho Toski Marques (PR): Essa promoção é umas das mais polêmicas de todos os tempos com boatos de todos os lados, dito na boca miúda que seria apadrinhado do Deputado Federal Evandro Rogério Roman do Paraná. A juventude conta a favor, mas terá que evoluir muito se quiser ir a Copa de 2026 como a CBF sinalizou ao indica-lo.

Toski tem um currículo muito pobre para ostentar o escudo FIFA no peito com apenas 20 partidas de séries A e 63 jogos no total na CBF. Este ano patinou em campo pela irregularidade e falta de experiência e é do time dos metrossexuais esbanjando na brilhantina.

Seu desempenho na partida Corinthians x Fluminense foi algo assustador que vai ficar na história. Curiosamente fechou o ano protagonizando nova lambança em partida do Corinthians, desta vez contra o Internacional, beneficiando o time paulista novamente marcando um pênalti espírita no atacante Romero.

Se confirmada o lobby Federal, sua indicação escancara de vez a política dentro da CBF, pois algumas pessoas achavam que isso mudaria com Marcos Cabral Marinho, mas quebraram a cara, e Toski será FIFA em 2017. É verde, entrou de forma precipitada no quadro, mas tem qualidades e vamos aguardar seu desempenho.

Wagner Nascimento Magalhães: Evoluiu muito, tem muita experiência sendo um ‘tocador’ de jogos. Trabalhou em alto nível em 2016, mas sua entrada só se deu depois da saia justa que a CBF se meteria promovendo Bruno Arleu, cria de Rabello e adepto da leitura de jogo carioca.

Demorou, mas Nascimento subiu sem ajuda ou precisou pisar em alguém e apesar da boa relação com a comissão do RJ, passa incólume pela opressão da ‘leitura de jogo’ do Estado Carioca.

Muito simpático e humilde, Magalhaes foi o único promovido que apesar de não ser nenhuma Brastemp, foi aceito quase que por unanimidade pela categoria.

Danilo Ricardo Simon Manis: foi o assistente que mais trabalhou em jogos do Campeonato Brasileiro da Série A em 2016. O Paulista esteve na Suíça realizando curso na UEFA. Logo depois voltou a realidade sendo agredido na Série A-3 do Campeonato Paulista na partida entre Nacional da Capital e Taubaté-SP. O lateral Caio agrediu Danilo com um chute após a anulação de pênalti a favor do time da casa em decorrência de informações do assistente. 

Sua promoção foi surpresa, os cotados era o também paulista Rogério Pablos Zanardo e o pernambucano Clóvis Amaral. Fez parte como reserva do melhor trio do Brasileirão-2016 onde foi um dos mais escalados atuando em 19 partidas.

Conclusão

Fora a política que a CBF pratica com as indicações para o quadro da FIFA, entendo que a entidade esta equivocada em alguns pontos. As poucas informação dos critérios que teriam sido usados para as promoções, como idade para a Copa de 2026 entre outras não convence. O único critério que deveria ser levado em consideração seria os testes físicos e teóricos, o restante seria apitar futebol com qualidade, critérios claros e ranking competitivo sem limitação de idade ou qualquer tipo, até por que não há mais limite de idade (matéria em finalização).

Uma coisa é certa, vou observar as atuações dos indicados e se forem bem, vou bater palmas, mas se não estiverem a altura vou criticar, pois essa é a função do Blog do Marçal.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016



O que eles disseram!



Na Coluna do Fiori do dia 26 de novembro, no post “Papo/entrevista com Arthur Alves Junior”, publicada no Blog do Paulinho, o Presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Safesp), Arthur Alves Junior, fez comentários explicando a relação de trabalho ou prestação de serviços, como ele disse, firmado em contrato de prestação de serviços entre Marcelo Marçal e o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Safesp). Como fui citado, gostaria de usar este espaço para prestar alguns e merecidos esclarecimentos trazendo à luz do dia a verdade dos fatos. Claro que não sou o dono da verdade, mas posso provar, inclusive com áudios de tudo que aqui relatar.

Meias verdades

O que disse o colunista
O Colunista autor do post, Euclydes Zamperatti Fiori, talvez por desconhecimento das necessidades e opções de escolhas de um site para publicar matérias, disse que não publiquei matéria com áudio captado para uma entrevista que fiz com ele por conta de ter havido uma reaproximação entre mim e o presidente do Safesp. O que não é verdade.

Na ocasião da entrevista eu ainda nem sonhava em voltar a trabalhar com Arthur. A matéria não foi publicada pelo simples motivo que o conteúdo coletado não traria nenhum fato novo, algo de concreto que pudesse chamar a atenção dos leitores e por haver outros assuntos que poderiam dar mais repercussão na época. Tempos depois e após ser informado que havia esse pensamento, procurei o áudio para publicar e assim tirar as duvidas, mas lamentavelmente foi deletado e uma copia do conteúdo gravado nos estúdios do Blog do Paulinho foi enviada a mim, mais infelizmente nunca chegou à minha caixa postal.

O que disse Arthur
Por sua vez, Arthur diz no áudio que me demitiu no dia da sua posse, o que em parte é verdade e explico a seguir: Na noite da posse realizada no salão de eventos da Federação Paulista de Futebol (FPF), já no final da festa que foi dada na sede do sindicato e já alterado pela grande quantidade de álcool ingerido, o presidente recém-empossado se aproximou de mim dizendo que tinha algo para me falar e antes de qualquer coisa eu disse a ele que sabia do que se tratava, pois já tinha sido alertado por outros que, apesar de pessoalmente me dizer o contrario, ele não iria continuar com meus trabalhos. Disse a ele que entendia a situação e deixei-o a vontade para dispensar meus serviços se assim fosse sua vontade. Desejei boa sorte na sua gestão que estava iniciando naquele dia, pedi que ele nunca traísse a confiança depositada nas urnas pelos associados, mas que esperava ser indenizado pelos longos anos de dedicação e serviços por mim prestados a entidade que agora ele presidia.

Arthur me disse que poderia ficar sossegado, que a entidade e ele saberiam recompensar minha dedicação, fato que nunca ocorreu, pois nunca recebi um centavo sequer do que me era devido de indenização na época. Inclusive cheguei a acionar a entidade na justiça, mas fui convencido pelo ex-presidente a retirar a ação, fato que me arrependo até hoje devido à forma como ele administrou a entidade desde então e pelo desinteresse que os associados têm com o patrimônio que é deles e que vem sendo delapidado dia após dia sem que alguém faça algo para impedir.

Para que entendam, comecei meu trabalho no Safesp em 2004 quando a pedido do então presidente Sérgio Corrêa desenvolvi e implantei na internet o site da entidade gerando economia de quatro mil reais bimestral à época, valor que era gasto com a impressão do jornalzinho do apito que era confeccionado mensalmente e enviado aos associados.

Contrato
Permaneci afastado do sindicato até 2014, quando na ocasião da Copa do Mundo, recebi diversos telefonemas do presidente - tenho testemunhas se preciso - me convidando para voltar a trabalhar com ele, dizia ele que precisava de mim e que minha volta contribuiria para o engrandecimento da entidade. Recusei o convite varias vezes argumentando que tinha uma linha diferente, de criticas e que não concordava com muitas coisas que ele realizava no sindicato. Também argumentei que tinha publicado varias matérias criticando sua gestão e que por esses motivos minha contratação pelo sindicato traria perda de credibilidade pra mim e que não mudaria a linha critica e isenta em hipótese alguma. Para meu espanto o mesmo disse não se importar com as matérias, com as criticas e que se eu aceitasse o convite teria toda liberdade e isenção para escrever o que quisesse desde que não fosse no site do sindicato. Fato que realmente aconteceu, pois no período de pouco mais de um ano que lá permanecei, nunca sofri qualquer tipo de pedido ou censura pelo que publicava no Apitonacional e Blog do Marçal.

Obs. O acordo foi firmado em contrato de prestação de serviços assinado por mim (Marcelo Marçal), pelo presidente do Safesp (Arthur Alves Junior), pelo vice-presidente (Leonardo Schiavi Pedalini) e pelo diretor tesoureiro (Carlos Donizeti Pianosqui). Contrato esse que apesar das três copias, nunca foi me dado uma com a desculpa que teria que ser registrado antes.

Denuncias
Permaneci trabalhando no sindicato até dezembro de 2015 quando publiquei as denuncias relatando assedio sexual e moral no Blog do Marçal que acabaram resultando na demissão do dirigente do cargo de membro da comissão de arbitragem que exercia na Federação Paulista de Futebol (FPF). Uma semana antes das denuncias serem publicadas, fui à sede do sindicato onde em reunião expus tudo que estava ocorrendo ao Arthur. Falei das informações que corria nos bastidores, que eram acusações muito graves e apresentei os áudios que tinha recebido (de uma árbitra, de um assessor e da ex-secretária). Disse que isso traria um escândalo com consequências graves e inimagináveis para ele. Disse também que entendia que ele deveria renunciar ao cargo de presidente do Safesp para preservar a categoria, a entidade, seus familiares e assim poder se concentrar na sua defesa. Se é que existisse como!

Ele respirou, pensou e no auge da sua arrogância disse que não tinha feito nada, que não renunciaria e que podia fazer a matéria que não ia dar em nada. O resto todo mundo sabe no que deu.



No dia 4 de dezembro, três dias depois da matéria que denunciou o assedio, recebi pelos correios carta notificando meu desligamento do Safesp (acima). Um dia após a denuncia a FPF demitiu Arthur do seu quadro de funcionários.

Porque aceitei
Sempre me perguntam por que aceitei trabalhar no Safesp, porque fiz as denuncias e tem uns que me rotulam como traidor. Para essas pessoas respondo em três partes que são:

Aceitei pela proposta financeira que na época era o triplo do valor pago a mim por outras entidades e eu como pai de família precisava e preciso pagar minhas contas. Nenhum dos que me criticam em qualquer ocasião deu um centavo sequer para ajudar a manter o trabalho que desenvolvia e desenvolvo a duras penas até o dia de hoje.

Todas as condições que pedi para aceitar o trabalho foram colocadas no contrato de prestação de serviços. Entre elas liberdade e isenção para desenvolver meu trabalho no Apitonacional e Blog do Marçal pelo qual não poderia ser responsabilizado e liberdade para trabalhar em outros sites. Também levei em consideração o enriquecimento do meu currículo que seria proporcionado com o meu trabalho na maior entidade sindical de árbitros do país, pelo menos no nome, e pela aproximação com as lideranças da categoria que me deu conhecimento, farta informações transformando meus veículos de comunicação em lideres de audiência e de credibilidade.

Como mencionei acima, quando da ocasião das matérias denunciando assedio sexual e moral, Arthur foi o primeiro a saber do conteúdo das denuncias contra ele quando apresentei todo material coletado dando o amplo direito de resposta. Lamentavelmente ele não quis se defender. Mesmo assim, com a matéria já pronta, liguei para ele, tenho áudio, dizendo que ia publicar e se ele quisesse falar algo sobre o assunto, o momento seria aquele e mais uma vez ele não quis se pronunciar.

Sergio Corrêa
No áudio, Arthur diz que me contratou a pedido de Sérgio Corrêa. Desconheço essa informação e fato nunca dito a mim nas diversas ocasiões que estive junto com o ex-presidente da comissão nacional de arbitragem. Lembro que pouco antes da posse em abril de 2011, Arthur me informou que a pedido do Sérgio eu continuaria trabalhando no sindicato e afirmou ‘que não mexeria com ninguém que trabalhava com o ex-presidente’. Logo depois demitiu a todos!

Honraria
Quando afastado do sindicato e após varias matérias denuncias contra o dirigente, durante uma assembleia com associados, foi votada e aprovada uma monção me tornando ‘persona non grata’ da arbitragem. Em contrapartida, tempos depois, mais precisamente no dia 30 de maio de 2012, fui condecorado com a maior honraria da casa, com a medalha 9 de abril, entregue pessoalmente por Arthur Alves Junior por relevantes serviços prestados a arbitragem (foto abaixo).



Justiça
Arthur já mencionou diversas vezes que esta acionando seus denunciantes na justiça por conta da matéria de assedio sexual e moral. Com exceção de ter sido intimado para comparecer na 23ª delegacia de Perdizes para prestar esclarecimentos, afirmo que até o presente momento não fui notificado de nenhum processo por parte do presidente ou da entidade Safesp, mas que caso isso ocorra, será um enorme prazer, pois poderei disponibilizar para a justiça todo conteúdo coletado na ocasião.


Frase: “Ontem eu acreditava em todas as mentiras, hoje eu duvido de todas as verdades” (M. L. Cavalcante).

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Penalty pagou seis milhões à CBF pela camisa da arbitragem



No dia sete de novembro, o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) realizou audiência publica na sua sede no bairro do Castelo na cidade maravilhosa para tratar de assuntos da arbitragem, entre eles um mito, ou seja, o assunto mais secreto em relação à arbitragem, os inacessíveis patrocínios nas camisas dos árbitros que como os números mostrarão a seguir, rendeu uma fortuna a entidade, algo em torno de 15 milhões de reais desde 2012.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), Federações e sindicatos de árbitros de todo Brasil assim como jornalistas foram convidados para debaterem os assuntos da pauta. Infelizmente a CBF, que esta sendo investigada pelo MPT, ignorou o convite e não compareceu. Já pelo lado dos árbitros, os maiores interessados, poucos gatos pingados compareceram e muitos deles entraram mudos e saíram calados.

No assunto patrocínio, o Blog do Marçal teve acesso, junto a uma fonte próxima à CBF, dos principais contratos de patrocínios firmados desde 2012 (Penalty, Semp Toshiba e Topper). O conteúdo dos contratos e os valores que aqui doravante serão destrinchados nunca foram revelados, nem sequer mesmo aos dirigentes da associação que representa os árbitros.

Pelo descrito nos contratos, a CBF, que é simplesmente tomadora de serviços de arbitragem esportiva, nada mais que isso, pois não tem um quadro próprio, nunca formou um árbitro sequer e utiliza os formados pelas federações estaduais nas suas competições, se apresentou diante das empresas como a detentora dos direitos de imagem, de voz e de propriedade dos uniformes dos árbitros, firmando contratos de patrocínios com as empresas a revelia dos árbitros e das entidades sindicais que os representam.

Como é de conhecimento de todos, inclusive do poder público e judiciário, a tomadora de serviços terceirizados não tem legitimidade para realizar os contratos de patrocínio em nome do trabalhador autônomo e muito menos de toda a categoria em total detrimento do coletivo e para benefício próprio.

Para piorar ainda mais, a CBF se dá ao luxo de terceirizar a venda do espaço nas mangas dos uniformes dos trabalhadores passando para a Cambucy S/A, conforme paragrafo único da clausula NONA do contrato firmado, ficando para esta a faculdade de comercializar esses espaços, na qual não perdeu tempo e fechou contrato com as empresas SKY, Centauro, Embratel entre outras.

Consultado, um especialista em direitos trabalhista disse que caberia a ANAF ou a CNTEEC realizar os contratos de patrocínios e ainda assim levar para assembleia de associados para que todos tivessem a oportunidade de participar votando, uma vez que se trata, principalmente de direito coletivo, para piorar de trabalhadores autônomos, ou seja, o dono do próprio negócio, sendo esta a prestação de serviços de arbitragem esportiva.

Por ter firmado os contratos de patrocínios a revelia dos árbitros e de seus representantes, a CBF pode até ser denunciada com base no descrito no artigo 171 do Código Penal Brasileiro tanto pelo MP quanto pelo STJD assim como por uma entidade sindical.

O que diz o art. 171 do CPB
Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de um a cinco anos e multa.
§ 2º - Nas mesmas penas incorre quem:
I - vende, permuta, dá em pagamento, em locação ou em garantia coisa alheia como própria.


Consultado, Marçal Mendes, presidente do SINTRACE-RJ (Sindicato dos Trabalhadores da Arbitragem Esportiva do Estado do Rio de Janeiro) informou que atuara para que tudo seja apurado com total rigor e que através do MPT-RJ lutara para que a categoria seja reparada inclusive com reembolso desses valores e benefícios corrigidos pelo índice da inflação, pois segundo a entidade, o dano moral na sua integralidade é irreversível.

Obs. Marçal Mendes é o autor da denuncia pela qual o Ministério Publico do Trabalho do RJ instaurou inquérito (IC001870.2014.01.000/1) para investigar possíveis irregularidades da CBF com a arbitragem.

O contrato

Nesta primeira reportagem vou abordar alguns pontos e divulgar o contrato firmado no dia 02 de dezembro de 2011 entre a CBF, representada pelo então Secretario Geral Marco Antônio Teixeira e a Cambucy S/A representada pelo seu presidente Roberto Estefano.

Na clausula terceira – Compromisso de uso – diz que as publicidades seguirão a circular 788 da FIFA emitida em dezembro de 2001 que diz:

A publicidade poderá ser apenas nas mangas da camisa e sua superfície total não poderá exceder 200 cm2. O contrato deverá ser entre o patrocinador e a Associação Nacional ou Confederação, ficando a ressalva que os valores arrecadados deverão ser destinados ao desenvolvimento da arbitragem e em benefício dos árbitros e assistentes das competições em questão.

Abaixo, como podemos ver, a circular 788 é completamente ignorada com a publicidade tomando conta praticamente de todo espaço nas costas das camisas dos árbitros.


 Na clausula quinta, paragrafo segundo, é descrito prazo e valores do contrato, a bagatela de pouco mais de seis milhões pelos quatro anos do contrato.

O paragrafo terceiro da mesma clausula diz que a contratante, a Cambucy S/A, destinara 115,9 mil anuais, ou R$ 9.660,00 reais mensais a ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) para funcionamento administrativo da entidade.

No paragrafo único da clausula nona a CBF cede a Cambucy S/A o direito de sublocar o espaço nas mangas das camisas dos árbitros, o que foi feito em publicidades das empresas Centauro, Embratel (Faz 21) e SKY. Segundo informações extraoficiais, o espaço teria sido sublocado ao um valor médio de dois milhões de reais ano.

Veja abaixo o contrato na integra.





No próximo post será abordado o contrato com a Semp Toshiba.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Omissão da arbitragem

Por: Fernando Calazans

Reclamações dos jogadores durante as partidas e os cercos para intimidar os árbitros estão voltando ao nosso futebol


Aos poucos, assim como quem não quer nada, as reclamações seguidas dos jogadores durante as partidas e os cercos para intimidar os árbitros estão voltando ao nosso futebol. É uma pena, porque a decisão de coibir essa irregularidade, que interrompe e mancha os jogos a cada momento, foi uma das raras, raríssimas, medidas benéficas tomadas pela CBF e sua comissão de arbitragem.

O mau costume já tinha se alastrado pelos nossos campos, até como uma atitude covarde de quatro, cinco jogadores de cada vez, cercando, pressionando e ameaçando os juízes, paralisando o jogo e diminuindo o tempo de bola rolando. Enfim, desvirtuando o espetáculo do futebol. Com a instrução da comissão de arbitragem para que os juízes aplicassem cartões amarelos nos jogadores que procedessem assim, o mau hábito desses jogadores chegou a diminuir bastante, em benefício do desenvolvimento natural das partidas, com menos interrupções e mais tempo de bola em jogo. Mesmo contando com a oposição daqueles que acham que jogadores de futebol podem fazer o que bem entenderem sem sofrer punição.

O problema é que, como quase todas as medidas benéficas tomadas pelas nossas entidades esportivas, até essa foi se desmanchando. Árbitros foram perdendo o rigor na obediência à nova recomendação, e os jogadores já estão reclamando de tudo, de qualquer marcação, certa ou errada, da arbitragem. Chega a ser constrangedor, por exemplo, ver um jogador cometer a falta mais nítida, mais violenta, mais desleal e, em seguida à marcação do juiz, sair reclamando, gesticulando e esbravejando, como se tivesse sido vítima da mais grave injustiça. Ou os árbitros voltam a mostrar rigor no combate às reclamações dos jogadores ou teremos mais um fator de empobrecimento da qualidade dos jogos.

Não é só isso. No aspecto geral, nossa arbitragem já está ruim há muito tempo e continua piorando a cada ano. É impressionante como chegou a este ponto de absoluta falta de critério. A impressão que se tem é que cada um, cada juiz, tem um critério particular, diferente uns dos ouros, ou mesmo que não tem critério algum, adotando julgamentos diferentes no mesmo jogo. Pode marcar uma falta aqui, pode ignorar a mesma falta ali, assim como em momentos diferentes das partidas. A impressão que se tem é que o árbitro marca ou deixa de marcar conforme sua conveniência ou conforme a conveniência do jogo, dependendo da situação.



O maior exemplo de todos, como estamos cansados de saber e de perceber, é a marcação, ou não, de faltas e de pênaltis com bola na mão ou mão na bola. Não há observador que consiga compreender a regra adotada por alguns juízes e não adotada por outros. Trata-se de uma adivinhação.

Outra adivinhação é o comportamento pessoal dos árbitros. Na última rodada do Brasileiro, Héber Roberto Lopes deu um empurrão em Dudu, do Palmeiras, que, sabemos também, é um jogador descontrolado. Mas por que não uma advertência dentro da regra? Ou será que empurrões agora são permitidos no jogo de futebol? Héber Roberto Lopes, que já foi juiz competente, de uns tempos para cá virou uma figura surpreendente, que durante os jogo fala, conversa, bate papo, discute, briga e até empurra os outros.

Numa rodada anterior, o lateral Fágner, do Corinthians, deu uma entrada desclassificante em Éderson, do Flamengo, que chamou a atenção de todos — menos de Héber Roberto Lopes, que nem falta marcou. Em julgamento por causa dessa omissão, o árbitro foi absolvido pela Justiça desportiva. Como “prêmio” pelo seu gesto incivilizado, Fágner foi convocado por Tite para a seleção brasileira. Éderson está até hoje em tratamento da contusão e sem previsão de volta ao futebol.

A omissão no combate à violência dentro de campo é a falha mais grave da arbitragem brasileira, sem que a CBF tome qualquer providência. Os árbitros devem ser exatamente os responsáveis pela lisura do jogo e pelo dever de proteger aqueles que entram em campo para jogar futebol de outros que entram para matar o jogo, as jogadas e os adversários. A indiferença é, há tempos, a característica da arbitragem brasileira em relação ao jogo sujo. E é a característica da CBF também.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Tribunal de exceção

Dois pesos e duas medidas do Conselho de Ética do Safesp que colhe depoimento de quem acusa, mas se quer ouve o acusado


O titulo deste post vem a calhar com a situação que segue abaixo. Normalmente a definição está relacionada com situações similares que são tratadas de formas completamente diferentes, seguindo critérios aleatórios e a mercê da vontade das pessoas que de forma ditatorial as executam.

Na ultima terça-feira (26), o Conselho de Ética do Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo (SAFESP), esteve reunido para ouvir o associado e membro afastado do Conselho Fiscal Márcio Jacob. O conselho, que segundo algumas informações, formado as pressas e sem nenhuma reunião realizada até então, teria se reunido para apurar a denuncia do associado de que o presidente teria pedido que este assinasse relatório aprovando as contas da entidade sem sequer ter analisado as mesmas.

Acompanhado do advogado Clayton Coutinho, Jacob (foto ao lado) foi recebido às 19hs pelos membros Wilson Padeiro, João Eduardo, Maria Aparecida dos Santos e Benedito Martinho Correia de Oliveira, também conhecido como Benê que apesar das constantes humilhações que sofre até mesmo às vezes em publico é visto à longa data como principal ‘lambe saco’ do presidente Arthur Alves Junior.

Demonstrando arrogância, falta de educação e claro desconhecimento das leis deste país, em determinado momento, Benê, presidente do conselho, teria dito que estava sendo benevolente ao permitir a participação na reunião do advogado do convocado o que foi imediatamente rechaçado pelo mesmo que disse que seu cliente tem direito constitucional a um advogado quando convocado a dar depoimento ou prestar esclarecimento em qualquer órgão deste país.

Após argumento esclarecedor do advogado, Márcio Jacob deu prosseguimento ao depoimento questionando o porquê foi convocado e porque sequer foi comunicado pelo Conselho de Ética sobre qual assunto seria ouvido tendo em vista que a carta não especificava os motivo da convocação (veja abaixo).


Questionado se tinha conhecimento do uso do cartão corporativo pelo presidente do Safesp (denunciado nesse espaço), Jacob respondeu que só tinha tomado conhecimento do fato pela imprensa e que seu depoimento reproduzido em uma matéria era sobre o fato de ele ter sido constrangido a assinar o relatorio do Conselho Fiscal na presença do antigo chefe da arbitragem paulista Marcos Cabral Marinho dentro da sala da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Jacob pediu que as perguntas fossem sobre esse fato, mas mesmo assim, segundo ele, elas seguiram de forma capciosas e tendenciosas visando que o mesmo confirmasse algo que não tinha dito.

O convidado questionou o fato de somente ele ter sido afastado do cargo após as denuncias e que nada foi feito pelo CE para apurar as denuncias gravíssimas contra seu presidente.

“Se eu não estou exercendo minhas funções como conselheiro fiscal, porque estou sendo investigado no Conselho de Ética, porque então o presidente continua exercendo suas atividades normalmente sendo que também foi pedida apuração sobre as varias denuncias que surgiram contra ele?”

Jacob, de forma indignado, ainda acrescentou:

“Eu que em nenhum momento fui sequer comunicado pelo sindicato do que estava sendo acusado e teria que prestar esclarecimentos e ele (Arthur) com todas aquelas acusações não foi sequer ouvido pelo Conselho de Ética. Muito estranho isso tudo, é dois pesos e duas medidas” – encerrou Márcio Jacob.

Benedito Martinho Correia de Oliveira durante reunião do Safesp
No auge das denuncias de assedio moral e sexual - publicadas aqui neste espaço e por outros veículos de comunicação como Uol e Folha de S. Paulo - contra Arthur Alves Junior, o vice-presidente, Leonardo Pedalini, enviou carta registrada para a entidade exigindo que fosse feitas apurações sobre as denuncias contra o presidente do Safesp, mas não se tem noticia que algo tenha sido feito para atender o pedido do vice democraticamente eleito conforme vontade dos associados.

Na conferencia final do depoimento de Jacob antes de ser impresso em papel, foi notado que a transcrição  feita pelo membro do CE João Eduardo não reproduzia com exatidão as informações prestadas pelo convocado, fato pelo qual foi pedida a retificação do documento por parte do advogado do associado. Como a solicitação foi arbitrariamente negada pelo responsável pela elaboração do documento sendo que o presidente  tinha se retirado da sala para atender outro compromisso, o documento não foi assinado e assim o depoimento perdeu qualquer validade tornando a reunião nula.

Opinião

À distância, a impressão que fica é que o que deveria ser a maior entidade sindical de arbitragem deste país, por culpa dos omissos e covardes árbitros paulistas que por inércia permitem a situação, se transformou num tribunal de exceção onde quem não reza pela cartilha da presidência é perseguido sem qualquer direito a defesa enquanto o mandatário, dono do poder supremo e sem qualquer respeito ao estatuto da entidade, se acha no direito de fazer o que bem quer usando para isso pau mandado e lambe saco de plantão que vive de migalhas oferecidas pelo sistema!

Frase: Ambição, perseguição, corrupção, princípios de um político ladrão. Onde a vítima é o cidadão (Douglas de Lima Costa Pindoba Pindobinha).

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Árbitro "Padrão CBF"

Peladão da internet e queridinho de Sérgio Corrêa faz lambanças na Vila

O regulamento de arbitragem especifica que o árbitro deve manter a descrição, abster-se de quaisquer atos da sua vida pública ou que nela se possa repercutir que se mostrem incompatíveis com a dignidade indispensável ao exercício das suas funções de árbitro.

A Comissão de Arbitragem da CBF, formada em sua maioria por homens vindos da área militar, que tiveram a vida pautada na hierarquia, regulamentos e descrição como base, que signatária do RGA da FIFA adota esses procedimentos com os árbitros do quadro nacional.

O regulamento deveria impedir que pessoas usassem a função de árbitro para alavancar carreiras fora das quatro linhas como uma famosa assistente do passado que pousou nua para uma revista masculina sendo posteriormente premiada com um importante cargo na CBF.

Mas como cobrar alguma coisa se nem mesmo a CA-CBF segue seus regulamentos e seu presidente Sérgio Corrêa sequer respeita o que escreve e faz virar lei.

Alguns árbitros que ousaram sair da linha com comentários ou fotos em redes sociais rapidamente foram relegados ao esquecimento. Já outros, que contam com a benevolência de Corrêa e até mesmo o peso de sua federação local com pedido pessoal do seu presidente, têm livre conduta para fazer, refazer o que quer e ainda assim contar com apoio da CA-CBF.

Estou falando do baiano Diego Lopes Pombo, também conhecido como “peladão da internet”, um árbitro comum e o pênalti inexistente marcado seguido de cartão amarelo injusto para o goleiro no jogo de ontem a noite deixa isso bem claro.

Não se sabe os motivos - alguns dizem que seria um prêmio pelo mesmo ter retirado sua assinatura do processo que a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) move contra a Rede Globo - mas Pombo, que ficou mais conhecido com os dois vídeos seu se masturbando postados na internet que pela qualidade como árbitro de futebol é um dos queridinhos de Sérgio Corrêa que tenta a todo custo alavancar sua carreira. 

Pelos vídeos, pode se notar que o modelo gosta de trabalhar com as mãos e demonstra sentir prazer com isso, já com o apito na boca suas qualidades são duvidosas, menos para o chefe da arbitragem brasileira!

Quem quiser pode ver os vídeos clicando nos links de sites adultos abaixo disponibilizados.



Sugiro para quem trabalhar com ele evitar os comprimentos, pois certamente apertar suas mãos não seja aconselhável!

A proposito, seguindo o plano de emplacar o peladão da internet no apito, ontem ele foi escalado na partida Santos 3x0 Gama pela Copa do Brasil e conseguiu fazer lambança em uma partida morna e que seria sem qualquer dificuldade para um árbitro com o mínimo de qualidade de apito, o que certamente ele não tem!

Veja os melhores lances da partida abaixo.



Frase: A sua perplexidade é a minha privacidade contando os seus erros para demonstrar a realidade (Julio Aukay).